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Caminhando com Francisco – Vida Simples e Espiritualidade Franciscana
Encontre reflexões sobre vida simples, humildade e espiritualidade franciscana. Um espaço de paz, serviço e profundidade para sua jornada interior.


O Reino de Deus Cabe numa Semente
Pequenez, tempo e confiança Jesus não falou do Reino apontando para palácios, templos ou grandes feitos.Falou de uma semente — pequena demais para impressionar, frágil demais para controlar, lenta demais para quem tem pressa. Francisco de Assis entendeu isso com o corpo inteiro. Ao renunciar ao excesso, ele escolheu confiar no tempo da vida, não no tempo da ansiedade. Sabia que o Reino não se impõe: germina . A semente não faz barulho. Não disputa espaço. Não exige garantias


Jesus Falava de Deus Olhando os Lírios do Campo
A pedagogia da natureza O ano começa.E Jesus aponta para um lírio. Enquanto o mundo se organiza em metas, projeções e resoluções, Jesus inaugura outro modo de entrar no tempo: olhando atentamente aquilo que cresce sem ansiedade . No primeiro dia de um novo ano, sua pedagogia continua simples e desconcertante — Ele fala de Deus sem recorrer a conceitos abstratos, mas convidando ao silêncio diante da criação. “Observai os lírios do campo…” Não é apenas um conselho estético.É um


Viver em Harmonia é um Ato Espiritual
Ecologia interior e exterior — um novo começo O ano termina.Outro começa. Francisco caminha. Não corre. Não disputa. Não domina. O chão o sustenta.A luz muda lentamente.A criação permanece com ele. Entre o que se encerra e o que se inicia, Francisco nos ensina algo essencial: não é o calendário que transforma a vida, mas a maneira como caminhamos dentro do tempo . Viver em harmonia, para Francisco, nunca foi promessa futura. Foi escolha cotidiana. Um modo de atravessar os dia


Oração que Brota do Vento e da Água
A criação como liturgia viva Nem toda oração nasce de palavras.Algumas brotam do vento que passa sem pedir licença.Outras escorrem silenciosas na água que encontra seu caminho. Francisco aprendeu a rezar assim. Para ele, a criação não era apenas fruto da ação de Deus — era ação de Deus em movimento contínuo . O vento que refresca, a água que limpa, a chuva que fecunda, o silêncio que acolhe: tudo participava de uma liturgia viva, sem altares fixos, sem horários marcados, sem


Francisco e o Cântico das Criaturas
Louvor que nasce do chão O Cântico das Criaturas não nasceu em um tempo de triunfo.Não foi escrito à sombra de aplausos nem em dias de conforto.Nasceu quando o corpo de Francisco já estava cansado, os olhos quase sem luz e a dor se tornara companheira constante. E ainda assim, ele cantou. Isso talvez seja o mais revolucionário do Cântico: o louvor que brota quando tudo convida ao silêncio amargo . Francisco não canta apesar da fragilidade — canta a partir dela. Seu louvor não


Quando o Pássaro Ensina a Confiar
Providência e desapego Francisco de Assis tinha o dom raro de aprender com aquilo que o mundo moderno ignora. Enquanto muitos buscavam respostas em discursos, ele aprendia observando um pássaro pousado num galho, um voo breve, um canto simples. Para Francisco, os pássaros não eram ornamentos da paisagem — eram mestres silenciosos da confiança. Eles não acumulam, não constroem celeiros para o amanhã distante, não vivem angustiados pelo que ainda não veio. Voam. Cantam. Procura


A Natureza Não é Cenário, é Parente
A espiritualidade da pertença Francisco nunca se colocou diante da natureza como espectador.Ele não contemplava a criação à distância, como quem observa um cenário bonito.Ele pertencia . Para Francisco, o mundo não era palco.Era família. Chamava o sol de irmão, a lua de irmã, a água de companheira fiel, a terra de mãe. Não por poesia ingênua, mas por consciência profunda: ninguém cuida verdadeiramente daquilo que considera estranho . Talvez uma das maiores feridas do nosso te


O Lobo de Gúbio Ainda Vive em Nós
Conflito, reconciliação e paz interior O lobo de Gúbio não era apenas um animal feroz.Era o medo coletivo.A violência não curada.O conflito que ninguém queria enfrentar. Quando Francisco decidiu ir ao encontro do lobo, não levou armas, nem discursos, nem estratégias. Levou apenas aquilo que o mundo costuma desprezar: coragem desarmada e coração reconciliado . O lobo, segundo a tradição, atacava porque tinha fome.E porque tinha sido ferido. Talvez por isso essa história contin


Francisco Caminhava Descalço para Não Ferir a Terra
Respeito, leveza e consciência ecológica Francisco caminhava descalço não por excentricidade,mas por reverência. Seus pés tocavam a terra como quem toca algo sagrado.Não havia pressa.Não havia domínio.Havia cuidado. Para ele, a criação não era um recurso a ser explorado, mas uma irmã a ser respeitada. Caminhar descalço era um gesto simples, quase invisível — e exatamente por isso profundamente revolucionário. Enquanto o mundo avança com passos pesados, Francisco nos recorda q
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