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Viver em Harmonia é um Ato Espiritual

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Ecologia interior e exterior — um novo começo

O ano termina.Outro começa.

Francisco caminha.

Não corre.

Não disputa.

Não domina.

O chão o sustenta.A luz muda lentamente.A criação permanece com ele.

Entre o que se encerra e o que se inicia, Francisco nos ensina algo essencial: não é o calendário que transforma a vida, mas a maneira como caminhamos dentro do tempo.

Viver em harmonia, para Francisco, nunca foi promessa futura. Foi escolha cotidiana. Um modo de atravessar os dias — inclusive os dias difíceis — com atenção, sobriedade e cuidado.

Harmonia não como perfeição, mas como relação bem cuidada.

Harmonia não é ausência de conflito.É presença consciente no meio dele.

Ao longo deste caminho, fomos aprendendo — passo a passo — que a Terra não grita, ela sussurra.Que cada criatura tem um nome no coração de Deus, mesmo aquelas que passam despercebidas.Que caminhar descalço não é romantismo, mas um gesto concreto de respeito e pertença.Que o lobo interior não precisa ser eliminado, mas reconhecido e reconciliado.Que a natureza não é cenário, é parente, e só cuida quem se sente parte.Que os pássaros continuam nos ensinando a confiar, mesmo quando o amanhã é incerto.E que o louvor mais verdadeiro não vem do alto, nasce do chão.

Essas reflexões estão reunidas e aprofundadas nos textos publicados no Blog Caminhando com Francisco: https://www.caminhandocomfrancisco.com/blog

Às vésperas de um novo ano, essas lições ganham ainda mais peso. Porque não há mudança externa sem conversão interna. Não há futuro sustentável sem um coração reconciliado com seus próprios limites.

A forma como tratamos a Terra revela como tratamos o tempo.A pressa que exaure os rios é a mesma que esgota as relações.O consumo que fere o solo é o mesmo que anestesia a alma.

Francisco nos propõe outro ritmo para começar de novo.Um ritmo onde o ser humano reaprende seu lugar — não acima, mas dentro da criação.Onde caminhar já é oração.Onde cuidar é forma de louvor.

A imagem que nos acompanha neste fechamento não celebra conquistas. Celebra travessia. Um homem simples, ao entardecer, caminhando sem pressa. Não há fogos, nem metas exibidas — e, ainda assim, tudo é sagrado.

Talvez seja isso que um novo ano precise escutar: que viver em harmonia não é luxo espiritual,é ato de sobrevivência amorosa.

Francisco não nos deixou um método para mudar o mundo.Deixou um modo de habitar o tempo.

E esse modo começa quando escolhemos, mesmo em um mundo ferido, entrar no novo ano com leveza, reverência e responsabilidade.

Ao cruzar o limiar de 2026, a pergunta permanece simples e exigente:

Como posso viver este novo tempo em maior harmonia comigo, com o outro e com a criação?

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