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🌸 Maria de Aparecida e os Filhos do Rio: Fé, Esperança e Infância em um Mundo Desigual

🌿  Entre o Rio e o Milagre

No dia 12 de outubro, o Brasil celebra dois amores que se unem no mesmo coração: Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país, e o Dia das Crianças. É um encontro simbólico — o sagrado e o lúdico dançando à beira do mesmo rio, o da vida.

Foi das águas do rio Paraíba do Sul que Maria emergiu, pequena, partida e reencontrada, pelas mãos de pescadores humildes.A imagem negra, antes invisível, tornou-se luz de consolo e esperança para um povo cansado, e até hoje ecoa seu chamado:

“Eu apareço onde há fé, e me manifesto onde há amor.”

🌻 Os Novos Zacarias e o Chamado de Maria

O escravo Zacarias, primeiro a ser libertado diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida, simboliza todos os que hoje continuam presos — não por correntes de ferro, mas por correntes sociais, raciais e econômicas.

Os “Zacarias” de hoje estão nas periferias, nas escolas públicas sem recursos, nas famílias que lutam contra o abandono e o preconceito. E Maria, mãe de todos, continua a libertar silenciosamente, não com poder, mas com ternura.

Ela nos ensina que a fé verdadeira não se mede por palavras, mas pela capacidade de enxergar o outro com compaixão.

🌼 Crianças e o Reino da Simplicidade

No mesmo dia em que celebramos Maria, celebramos também as crianças — rostos de esperança que nos convidam a reencontrar o essencial. No Sítio Encantado, vejo em cada sorriso de meus netos e via nas crianças da Escola Tatetos o reflexo dessa pureza que Maria protege.

Durante a Festa das Crianças na Capela Santo Antônio, os risos misturam-se às preces, e cada brincadeira se torna oração. Ali, a fé se traduz em bolo partilhado, brinquedos simples e corações abertos — porque onde há partilha, há milagre.

✨ Maria Aparecida Hoje: Um Chamado à Ação e à Ternura

Maria continua a nos dizer, com sua voz mansa e firme:

“Cuidem dos pequenos, libertem os cativos da indiferença e cultivem a esperança onde o mundo planta medo.”

Sua cor — negra como o barro e o café, como as mãos que constroem o país — é um lembrete de que Deus habita também na pele dos esquecidos. E a cada 12 de outubro, Maria renasce nas águas e nas brincadeiras, pedindo que sejamos pescadores de almas cansadas e jardineiros de futuros possíveis.

💫 Entre Fé, Infância e Caminho

Neste dia, as crianças e Maria se dão as mãos, lembrando-nos de que a fé é brincadeira séria — é o gesto simples que transforma o mundo. Como um Sonhador Caminhando com Francisco, sigo acreditando que a espiritualidade floresce onde há amor, cuidado e simplicidade.

Que Nossa Senhora Aparecida abençoe nossas crianças — e desperte em nós, adultos, o dever de construir um mundo onde todas possam brincar, aprender e sonhar em liberdade.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 

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