Onde o amor se torna gesto
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Falar sobre amor é simples.
Difícil é permitir que ele se torne gesto.
Vivemos em um tempo em que o amor é frequentemente declarado, mas raramente encarnado. Ele aparece em palavras bonitas, em publicações bem construídas, em discursos inspiradores.
Mas o amor verdadeiro exige algo mais silencioso: coerência.
Jesus não ensinou o amor como conceito abstrato. Ele o traduziu em atitudes concretas. Tocou quem era evitado. Sentou-se com quem era rejeitado. Escutou antes de responder. Serviu antes de ensinar.
Talvez o maior desafio da espiritualidade não seja compreender o que é o amor, mas praticá-lo quando isso custa alguma coisa — tempo, orgulho, conforto.
O amor se torna real quando perdoamos mesmo sem receber pedido.
Quando ajudamos sem necessidade de reconhecimento.
Quando escolhemos a mansidão em vez da reação imediata.
Não são gestos grandiosos que transformam o mundo.
São pequenas escolhas repetidas todos os dias.
A fé deixa de ser discurso quando o amor se torna prática.
E, no cotidiano comum, quase invisível, nasce algo extraordinário.
Talvez seja nesse lugar simples que a espiritualidade amadurece:quando o amor deixa de ser ideia e passa a ser atitude.




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