Aprender a viver enquanto se aprende a curar
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- há 2 dias
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Não escrevo a partir de um lugar de chegada.
Escrevo enquanto caminho.
As dores que carrego não me tornam especial, mas humano. E foi somente quando parei de escondê-las que comecei a compreender algo essencial: a dor não precisa ser negada para ser curada. Ela precisa ser atravessada com honestidade.
Durante muito tempo acreditei que curar era eliminar a ferida. Hoje entendo que curar é aprender a conviver com ela sem permitir que defina quem somos. Algumas marcas não desaparecem — mas podem deixar de doer.
É curioso como, ao acolher nossas próprias fragilidades, passamos a olhar o outro com mais ternura. A pressa em julgar diminui. A necessidade de ter razão perde força. No lugar disso, nasce um respeito silencioso pelas batalhas que não conhecemos.
Não trago fórmulas, nem promessas prontas. Trago apenas a experiência de alguém que segue aprendendo, tropeçando, levantando e, aos poucos, compreendendo que a esperança não surge da ausência de dor, mas da capacidade de não se fechar por causa dela.
Se este texto alcançar alguém, que seja para lembrar algo simples:
Ninguém precisa estar inteiro para caminhar.
É possível seguir mesmo em reconstrução.
Talvez seja assim que aprendemos a curar:
não evitando a dor,
Mas permitindo que ela nos torne mais humanos.
Se desejar aprofundar essa reflexão, há um texto que caminha na mesma direção. No link abaixo, uma nova trilha de cura interior se revela por meio do silêncio.




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