O silêncio que a natureza ainda sabe ensinar
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- há 2 dias
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Há um tipo de silêncio que não assusta.
Ele não cobra respostas, não exige decisões, não pede explicações.
É o silêncio que a natureza ainda sabe ensinar.
Quando nos aproximamos da terra, das árvores, do vento ou da água, algo em nós começa a desacelerar. O corpo relaxa antes mesmo que a mente perceba. O tempo deixa de ser um inimigo e volta a ser um companheiro de caminhada.
Esse silêncio não é ausência de som.
É presença plena.
Na natureza, tudo acontece sem pressa. As folhas caem no tempo certo, os ciclos se cumprem sem ansiedade, a vida floresce sem necessidade de aplauso. Não há urgência em provar nada — apenas o convite silencioso para estar.
Talvez por isso seja tão difícil silenciar em um mundo que nos empurra constantemente para o excesso: de informações, de opiniões, de ruídos. Perdemos o hábito de escutar aquilo que não grita.
O silêncio da natureza não corrige, não julga, não aponta caminhos prontos. Ele apenas revela. Revela o quanto temos vivido acelerados. Revela o quanto esquecemos de respirar com inteireza. Revela que viver pode ser mais simples do que aprendemos a acreditar.
Ao observar a natureza, aprendemos algo essencial: nem tudo precisa ser resolvido agora. Algumas coisas apenas precisam ser acolhidas. Outras, esperadas. Outras, deixadas ir.
Talvez o maior ensinamento desse silêncio seja este:
não precisamos preencher todos os vazios.
Alguns deles existem para nos lembrar de quem somos quando paramos.




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