top of page

O silêncio que a natureza ainda sabe ensinar

Há um tipo de silêncio que não assusta.

Ele não cobra respostas, não exige decisões, não pede explicações.

É o silêncio que a natureza ainda sabe ensinar.

Quando nos aproximamos da terra, das árvores, do vento ou da água, algo em nós começa a desacelerar. O corpo relaxa antes mesmo que a mente perceba. O tempo deixa de ser um inimigo e volta a ser um companheiro de caminhada.

Esse silêncio não é ausência de som.

É presença plena.

Na natureza, tudo acontece sem pressa. As folhas caem no tempo certo, os ciclos se cumprem sem ansiedade, a vida floresce sem necessidade de aplauso. Não há urgência em provar nada — apenas o convite silencioso para estar.

Talvez por isso seja tão difícil silenciar em um mundo que nos empurra constantemente para o excesso: de informações, de opiniões, de ruídos. Perdemos o hábito de escutar aquilo que não grita.

O silêncio da natureza não corrige, não julga, não aponta caminhos prontos. Ele apenas revela. Revela o quanto temos vivido acelerados. Revela o quanto esquecemos de respirar com inteireza. Revela que viver pode ser mais simples do que aprendemos a acreditar.

Ao observar a natureza, aprendemos algo essencial: nem tudo precisa ser resolvido agora. Algumas coisas apenas precisam ser acolhidas. Outras, esperadas. Outras, deixadas ir.

Talvez o maior ensinamento desse silêncio seja este:

não precisamos preencher todos os vazios.

Alguns deles existem para nos lembrar de quem somos quando paramos.


 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação

Caminhando com Francisco

caminhandocomfrancisco.com

©2023 por Caminhando com Francisco. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page