Minha grande e verdadeira amiga
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Minha primeira amiga não foi uma pessoa. Ela se chamava Juli. Na verdade, era uma cachorrinha que minha irmã ganhou pouco antes de eu nascer. Quando cheguei em casa pela primeira vez, lá estava ela, como se já esperasse por mim desde sempre.
Juli era pura alegria. Tinha energia de sobra, olhar curioso e um coração que parecia entender tudo o que se passava à sua volta. Estava sempre por perto: nas brincadeiras, nas tardes de sol, nos momentos de silêncio. Bastava alguém chegar em casa para ela correr abanando o rabo, pulando de felicidade, como quem celebra cada reencontro.
Ela também tinha um costume especial quando visitava meus avós. A casa deles fica bem perto da minha, e Juli ia lá quase todos os dias. Quando minha avó ficou doente, ela passava horas deitada por perto, silenciosa, como se fizesse companhia do seu jeito, com presença e carinho. Depois que minha avó faleceu, Juli continuou indo lá, acompanhando meu avô, que sempre sorria ao ver aquela visita tão fiel.
Era uma rotina bonita: ela aparecia no mesmo horário, especialmente na hora do almoço, esperando um pedacinho de comida e um afago. Parecia saber de cor o ritmo da casa e o coração das pessoas que amava.
Foram quinze anos de amizade, lealdade e amor incondicional. No fim, Juli ficou doente, e a casa perdeu um pouco da sua alegria. Ainda assim, ficou a lembrança, viva e doce, de uma cachorrinha que foi muito mais do que um animal de estimação.
Ela foi, de verdade, minha primeira, verdadeira e grande amiga.
✍️ Pietra Pfeifer – 9º ano – CE Padre Anchieta – SLF – PR



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