Meu primeiro amigo
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Meu primeiro amigo não foi um humano, foi um cachorro. Ganhei o Fredy quando tinha apenas um ano de idade. Desde então, ele se tornou minha sombra: estava presente em todas as brincadeiras, nas bagunças, nos choros e nas risadas. Bastava eu me sentar no chão que ele já vinha, balançando o rabo, pedindo carinho. Crescemos juntos, como se nossos corações batessem no mesmo compasso.
Entre as nossas brincadeiras, a preferida era jogar bola. Embora o jogo logo se transformasse em uma divertida corrida pelo quintal. Eu lançava a bola, ele corria, pegava e saía disparado, me desafiando a alcançá-lo. Fredy parecia rir de mim, com aquele olhar maroto e a língua para fora, e eu ria de volta, sem me importar com o tempo. Eram horas de pura alegria, como se o mundo inteiro coubesse naquele quintal.
Com o passar dos anos, meu amigo foi ficando mais velho. O passo se tornou lento, o apetite diminuiu, e as brincadeiras deram lugar a longos cochilos ao meu lado. Mesmo assim, ele nunca deixou de me acompanhar, sempre ali, fiel, como se entendesse cada palavra, cada silêncio.
Um dia, ele se foi. Foram apenas três anos juntos, mas o vazio que ficou parecia imenso. Chorei muito, sentindo que uma parte da minha infância também havia partido com ele.
Hoje, quando lembro do Fredy, não sinto mais apenas tristeza. Sinto gratidão. Ele me ensinou o que é amizade verdadeira, aquela que não precisa de palavras, apenas de presença. E, no meu coração, ele continua vivo, correndo alegremente pelo quintal das minhas memórias.
Maria Eduarda Spessatto - Aluna do 9º ano do CE Padre Anchieta do Município de Salgado Filho - PR. Crônica produzida sob orientação da Professora de LP Clediane A. Wrosnski



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