🌱✨ Se olhar para trás, algo você verá
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- 1 de dez. de 2025
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Era um domingo ensolarado quando meus pais e meus avós decidiram conhecer um lugar novo. Eu, com apenas três anos, estava cheia de curiosidade e entusiasmo.
Ao chegarmos, fiquei encantada: diante de mim se estendia um rio de águas claras, com muitas rochas lisas, cercado por árvores gigantescas e uma infinidade de plantas que pareciam dançar com o vento.
Passamos o dia entre risadas, brincadeiras e descobertas. Tudo ia bem até o momento em que perceberam que eu havia desaparecido.
O susto foi geral. Logo começaram a me procurar, e não demorou muito para me encontrarem alguns passos adiante, agachada perto do rio, fascinada com as pedrinhas brilhantes que o sol fazia reluzir.
Minha mãe correu até mim, aliviada, mas ao se aproximar soltou um grito: — Maria! O que você fez? Está sem um dente! Onde ele foi parar?
Olhei para ela, sem entender. Só então senti um espacinho vazio em minha boca. Antes que pudéssemos fazer algo, minha mãe olhou para trás e enxergou — lá estava ele, meu pequeno dente de leite, sendo levado pela correnteza do rio, navegando como um barquinho rumo ao desconhecido.
Hoje, quando olho para trás, e lembro daquele dia, percebo que algumas coisas, mesmo pequenas, vão embora para nunca mais voltar... mas deixam lembranças que o tempo não leva.
Maria Eduarda Battisti e Beatriz Maria Weirich - Alunos do 9º ano do CE Padre Anchieta de SLF-PR - Sob orientação da professora de LP Clediane Ap. Wronski



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