Jesus e o Deus que Mora Fora dos Templos
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🌱 Uma reflexão sobre onde Deus habita quando o silêncio, a terra e a vida se tornam oração.
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Talvez tenhamos aprendido a procurar Deus apenas em lugares fechados, organizados e silenciosos demais.Este texto é um convite a sair. A abrir a porta. A perceber que Jesus nunca apontou primeiro para o templo, mas para o mundo vivo — o campo, o lago, o caminho, o corpo, a vida comum.
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Jesus falava de Deus fora dos templos.
Não porque os desprezasse, mas porque sabia que nenhuma parede é capaz de conter o Mistério.Ele apontava para os lírios, para os pássaros, para o fermento escondido na massa, para a rede lançada ao mar, para a semente lançada na terra.
Deus, para Jesus, não estava confinado ao sagrado institucional —estava respirando na criação, pulsando na vida cotidiana, escondido no que é simples.
A montanha tornou-se lugar de oração.O deserto, lugar de decisão.O lago, lugar de encontro.O caminho, lugar de revelação.
Jesus ensinava que o mundo é mais que cenário:é morada, é casa sagrada, é linguagem de Deus.
Francisco de Assis compreendeu isso profundamente.Chamou a terra de mãe, o sol de irmão, a água de irmã.Não romantizou a criação — reverenciou-a.
Quando entendemos que Deus mora fora dos templos, algo muda em nós.Passamos a pisar mais leve.A escutar mais.A cuidar mais.
A espiritualidade deixa de ser fuga e torna-se presença.O sagrado deixa de ser exceção e torna-se cotidiano.
E talvez seja aqui que este bloco se encerra:não com respostas prontas,mas com um deslocamento interior.
Porque quem descobre Deus fora dos templos já não consegue viver do mesmo modo dentro deles.
🔗 Esta reflexão dialoga diretamente com o texto “O Silêncio de Jesus no Deserto”, onde a natureza aparece como espaço de escuta e decisão interior.
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A partir daqui, o caminho deixa de ser apenas contemplado.Ele começa a ser vivido.É quando a experiência de Jesus na criação encontra a minha própria caminhada.




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